9 de out. de 2007

Gritar para não acabar cego

Antes de começarmos nosso texto, devemos uma explicação ao futuro, ou quem sabe, único leitor: este é um blog criado com a intenção de expormos pontos de vista considerados anti-éticos pela maioria das pessoas, mas que revelam a preocupação única com aquilo que é realmente ético na área de Humanas. Sejamos humanitas, egos fora, trabalho árduo dentro... Se não há trabalho árduo, ao menos teremos a profunda sinceridade de negarmos esse trabalho.

Numa única frase – este é um blog dedicado à discussão de temas relevantes à passagem dos tempos e suas relações que podem ser instantâneas ou mesmo situacionais, mas que trazem sempre um problema  em mãos... Trabalharemos, assim, com as diversas manifestações da cultura e com suas particularidades, quando necessário.

Como o assunto desse post não é a apresentação do blog em si, vamos ao que interessa.

Ao passear pelos jornais de âmbito nacional, não pude deixar de notar um fato: No caderno Prosa & verso, do jornal O Globo, de 15 de setembro de 2007, havia uma longa resenha que tratava de uma publicação online. Chama-se Dias estranhos e é uma coletânea de contos de um autor mineiro, que mora na mesma cidade em que estou passando os últimos dias, de nome Saint-Clair Stockler.

Jabas à parte, qualquer um pode achar os referidos contos na rede. Confesso que não os li e essa decisão foi tomada tão somente pela leitura da resenha. Explicarei o porquê mais adiante... Não é nada contra o autor, é certo, mas como ler uma coletânea de contos que não exprimem nada, não experimentam nada daquilo que é considerado literário? Ou seja, por que eu, ao ler uma resenha, concluo que o texto ao qual se refere é desinteressante?

Na resenha, a única coisa que realmente li, temos um apanhado crítico que remonta as falas de Luciana Gimenez sobre qualque artista que apresenta uma história de sucesso. Melhor: pseudo-sucesso. É impressionante como palavras do tipo "como o movimento da areia que escoa entre os dedos" fazem imagens bonitas em nossas mentes, mas que nada significam de fato. A resenha mostra o quão é desinteressante para o leitor digitar o endereço do blog para ler os contos, já que a temática só é abordada nos terceiro e sexto parágrafos do texto do "crítico" (aff).

Não vou alongar-me nesse aspecto. O que eu gostaria de falar, brevemente, é sobre o que uma resenha literária, deve ser: ela deve, como já disse, tornar um determinado texto que contém como principal característica a literariedade em algo que minimamente seja curioso ao leitor. Esse texto de Elias Furjado é tudo menos isso – um apanhado de achismos e frases comuns...

Até a próxima sessão...

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