Notícia publicada na Folha online (http://www1.folha.uol.com.br/folha/bbc/ult272u394458.shtml) e nos principais jornais televisivos, no dia 20/06/2008, tratam da mais nova invenção para a casa "moderna", o papel higiênico literário. O lindo utensílio custa a bagatela de R$4,90 e é distribuído por uma empresa espanhola para toda a Europa, Brasil e alguns países da América Latina.
Esse barato para seu ânus mostra, mais uma vez, todo o respeito que o povo tem pela literatura. Um dos maiores consumidores desse papel, conforme já dito, é o Brasil que tem a taxa de analfabetismo girando em torno de 16 milhões de Brasileiros, segundo o portal Terra (http://noticias.terra.com.br/brasil/interna/0,,OI110852-EI994,00.html). O grande negócio é que, nesses 16 milhões, não são contados os analfabetos funcionais — aquelas pessoas que lêem, mas não conseguem decodificar as informações. Se contarmos também essas pessoas, você podem imaginar quantos são realmente o público leitor no Brasil? É... isso mesmo... quase ninguém!!!!
O Brasil, porém, está investindo no papel higiênico literário. Fico imaginando o que pensaria Camões disso. "Meus Lusíadas estão limpando a bunda das pessoas? Rápido, coloque-o somente no banheiro feminino..." Ou, o que diria Machado de Assis; que completa cem anos de morte em 2008, é tema da FLIP desse ano e de inúmeras pesquisas para a reerência de sua produção artística? "Minha cara leitora, o destino de minha obra é o mesmo da sua obra: o lixo de seu banheiro... Triste é o homem que escreve..."
Além de ser uma falta de respeito com a própria literatura. Sabendo que a iniciativa de produção desse papel higiênico é de um grupo teatral, ele também é um risco para a sua saúde.
As obras para o seu deleite anal são impressas em imp
ressoras como as da foto ao lado. O grande problema é que as tintas utilizadas são tóxicas para determinadas partes sensíveis do corpo. Se pegarmos o manual de instruções de qualquer impressora matricial veremos: "Em caso de consumo oral das tintas, vá ao médico. Perigo, tinta tóxica."
Os brilhantes inventores do papel higiênico para deixar a merda junto à literatura, devem ter pensado: "Como não tem nada a ver com a genitália e o ânus a gente pode fazer nessa impressora mesmo... Hou you DOING?" Acredito que nem mesmo Joey, o viajante perturbado (e engraçadíssimo) ator da série Friends, teria uma idéia tão brilhante para condenar inúmeras pessoas a reações alérgicas profundas.
E tenho dito!!!!
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