Já não é notícia nova que Michael Jackson morreu ontem (25/06/2009)… A novidade está na postura com a qual a mídia está tratando o assunto. O sr. Jackson (senhor porque tinha 50 anos ao morrer) foi um sucesso nas décadas de 1970 e 1980. Perdeu seu prestígio na década seguinte, mas, foi exatamente aí que conseguiu consagrar-se como o Rei do Pop.
O astuto leitor deve estar se perguntando nesse momento “Como pode? Se ele fez sucesso nos anos de 1980, em carreira solo, como ele conseguiu se tornar o Rei do Pop nos anos de 1990?” Caro leitor, a ingenuidade é própria daqueles que não refletem sobre o mundo que o cercam. Não me admira que não consiga chegar facilmente a essa conclusão…
Pois bem, vou explicar de maneira rápida e sucinta. A cultura pop é produzida por dois tipos de fenômenos que interessam a todos: o gênio (o talento que espanta) e a aberração (o talento que prescinde do nojo para se manter). o sr.
Jackson foi, de certa forma ambos. O gênio está em todas as mídias, basta que você, leitor, vá à Globo.com ou mesmo no Jbonline ou no site O Fuxico para saber mais sobre isso. O que me interessa é a outra parte, o lado freak do Rei do Pop.
As notícias com relação a Jackson a partir dos anos de 1990 somente eram relacionadas às suas escolhas desastrosas, reflexos de anos de vida sem terapia, de abusos cometidos pelos pais e de abusos cometidos pelo mainstream midiático. Podemos dizer que Michael, ao longo dos anos, tornou-se um monstro, uma caricatura de Hyde que somente gostava de comer bala Garoto e se divertir em Neverland.
O maior problema de Jackson, no entanto, não era o desvio psicológico, não eram as infinitas plásticas que o transformaram num monstro, mas a alcunha de Rei do Pop. Numa espécie de retroalimentação de informação, Michael se sentia na obrigação de alimentar a mídia com notícias sobre si: ora as plásticas, ora uma acusação, ora um casamento com a filha de um outro Rei (e não estou me referinfo a Roberto Carlos), ora o balanço sádico de uma pequena criança (seu filho) na janela de um hotel. Michael manteve-se constantemente na mídia nos anos de 1990, apesar de seus discos venderam cada vez menos e soarem como meras repetições de antigos sucessos.
Não estou procurando aqui, voraz leitor, um culpado pela morte de Jackson,
mas um culpado pelos documentários e notícias elogiosas. Todas as notícias que vimos hoje publicadas nos mais diversos meios atestam que Michael Jackson era um gênio, mas somente o nosso polêmico e delicioso blog atesta que Michael Jackson foi um talento que se transformou em aberração. Por isso, não me espanta a cara de nojo de sua primeira esposa…
E tenho dito…

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