Advertência: Caros leitores, o presente texto não é aconselhável a menores de 15 anos, idosos e pessoas que estão envolvidas direta ou indiretamente com educação. Este texto trabalha tão somente com as grandes políticas públicas com relação ao ensino de nossos jovens e não a práticas individuais ou mesmo locais.
Não pude deixar de rir hoje, dia 29 de março de 2009, ao ver no programa humorístico-jornalístico Fantástico a notícia que falava do fim do Vestibular. Trata-se do fim de um remanescente da meritocracia que reinava no ensino até poucos anos atrás. Hoje temos a aprovação automática unida ao Bolsa-Escola, ou seja: o pivete fica uma porrada de anos com professores mal remunerados para que seus pais possam receber um minguado auxílio que não paga sequer uma cesta básica. Quando pensamos que o pivete está aprendendo algo, o que acontece? Merda! Ele está somente cumprindo horário para sair da escola sem fazer as quatro operações básicas e assinando seu nomezinho para poder votar.
Qualquer pessoa diria nesse momento: “Então o problema é do sistema, mas o que podemos fazer?” Desculpem-me, leitores, mas não sou Michael Moore. Enquanto considerarmos que os planos mirabolantes sejam a única resposta para o país do futuro, continuaremos a viver esperando o tempo em que o Brasil se tornará um país que preste...
Desabafos à parte, vamos ao que interessa: na matéria do Fantástico, vimos que o
Governo Federal vai (pretende) mudar o sistema de entrada de alunos nas universidades federais. Ao invés de usarmos o tradicional Vestibular (com cada universidade mantendo a sua virtual autonomia), teremos o ENEM, ou seja lá como chamam, como principal meio de acesso às universidades. Já imaginaram o quanto o ENEM se tornará parecido com o Vestibular em pouquíssimo tempo? Não, mas parece que a Rede Globo também tem essa mesma miopia. A proposta é vista de maneira benéfica ao país pela grande emissora. Para eles, segundo o Fantástico, melhor dizendo, segundo o que o Zeca Caralho disse no meio da notícia – algo que fora escrito para ele, aposto – esse novo sistema é mais “democrático” e mais interessante. Interessante para quem, cara pálida? Para as pessoas da classe AAAA que têm como pagar os melhores cursos para se darem bem no ENEM?
Gentem, como diria a Franchona do BBB9, esse tipo de iniciativa só serve para dizer às universidades: “Quem manda nessa bagunça que vcs chamam de meritocracia é o Governo, ok?” Fazer com que o ENEM se transforme em um novo tipo de Vestibular é a mesma coisa que o Governo do Rio de Janeiro tem feito aos professores: dado laptops para que eles calem a boquinha na hora de reclamarem que não ganham nada do governo...
E tenho dito!!!!
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